BENFICA POWER
Connosco quem quiser, contra nós quem puder. É necessário estar atento a tudo o que circunda o Benfica com o objectivo de o debilitar. Serve este espaço para que a verdade desportiva possa prevalecer, alertando, demonstrando e denunciando tudo e todos
06 de Março de 2009

Alguém me explique o que mais é necessário para se provar o evidente?

 

António Mortágua: «500 contos é uma quantia ridícula»

 

 

Prosseguiu esta sexta-feira o julgamento do Caso do Envelope, tendo sido ouvidas as testemunhas de Pinto da Costa. Destaque para o depoimento de António Mortágua, ex-presidente do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol e da Comissão de Arbitragem da Liga. Questionado sobre a quantia (2.500 euros) que Carolina Salgado diz ter visto entregar ao árbitro Augusto Duarte disse: "Quinhentos quantos? Era pouco para a bitola que se dizia". O procurador Augusto Sá perguntou então se os árbitros eram corruptos ou se o podem ser, ao que Mortágua respondeu: "alguns". Mortágua recordou um Feirense-Beira-Mar, revelando que um árbitro (não disse o nome) que acabou por não dirigir o jogo, terá recebido 1.500 contos de cada equipa. "Todas as pessoas têm um preço e, repito, acho 500 contos uma quantia ridícula", frisou.

 

SURREAL...

publicado por Carlos às 20:22 link do post
06 de Março de 2009

Com a devida vénia a Rui Cartaxana aqui fica o seu texto "O Cafézinho" In Record

 

  


"As últimas cenas passadas dentro e fora do Tribunal de Gaia, onde estão a ser julgados por corrupção os srs. Pinto da Costa, presidente do FC Porto, Augusto Duarte, árbitro de futebol, e António Araújo, empresário de jogadores e "homem de mão" do presidente têm qualquer coisa de "dejá vu".

 

Algures noutras paragens, mais mediterrânicas e mais violentas, com base em dinheiro vivo, que passa de mão para mão com fins misteriosos em misteriosos envelopes, acontecem, de facto, cenas assim. O silêncio é a grande lei da família e testemunha que se atreva depor contra alguém do grupo (contra o chefe então, é impensável) é hostilizada e agredida, se não lhe acontecer pior, porque por ali só o silêncio é soberano e contra ele ninguém pode, nem os senhores da capital.

 

Todos nós já vimos coisas assim em cinema, só que agora temos ali a coisa ao vivo dada em directo e, mesmo se o guião não é tão radical, não faltam por cá os personagens estranhos e as situações. A testemunha maldita, Carolina, apesar de protegida (?) pela Polícia, acaba insultada e agredida por "populares", o agente da autoridade (árbitro) alegadamente corrompido não comparece, invocando misteriosa doença. O pior é que a sua versão não joga com a do alegado corruptor e figura central do drama (segundo ele, árbitro, foi apenas "tomar um cafézinho e ter uma conversinha" com presidente, precisamente na véspera de ir arbitrar um jogo com o FC Porto. O qual, presidente, "explica" tudo com um encontro de aconselhamento, a pedido do árbitro, "coisas familiares". Não falta, sequer, a figura do intermediário, engajador e "homem de mão", o fiel Araújo, presente em tudo e para tudo, ou a irmão-gémea, que trai a outra gémea, Carolina, a troco de benesses do "homem", vai depor contra o "próprio sangue" e corre com os jornalistas fazendo-lhes um gesto obsceno com o dedo da mão espetado. Tudo gente fina. Como se vê.

 

Pairando sobre as cabeças destes personagens de ópera bufa andam 2 500 € em cinco notas de 500, que a então doce Carolina diz que meteu num envelope a pedido do então marido e presidente para ofertar, com o "cafezinho", ao pobre Augusto Duarte, que eles precisava, vá-se lá saber para quê em conjuntura de tantas e tão grandíssimas dificuldades como as que vivemos.

 

Alguém percebeu aquela do presidente dizer agora em tribunal que sabia muito bem que tinha o telefone sob escuta? Estaria assim tão certo de que as escutas eram "ilegais"?"

publicado por Carlos às 12:00 link do post
06 de Março de 2009

Maurício Vieira de Brito

 

Na chegada da “Primeira” a Portugal, Maurício Vieira de Brito ao lado do treinador Bela Guttmann
 

 

Maurício Vieira de Brito nasceu na antiga colónia africana de Angola, em Novo Redondo (actual Sumbe), em 6 de Março de 1919, completam-se hoje nove décadas. Quando veio estudar para Lisboa aos 17 anos, ainda menor pois a maioridade alcançava- se aos 21 anos, inscreveu-se como associado do “Glorioso”, em 1936.

 

O início dos “Anos de Ouro”. Em 1957 foram eleitos os Órgãos Sociais que ficariam na história como dos mais brilhantes e eficientes Corpos Gerentes do Benfica. O seu trabalho foi tão apreciado pelos associados do “Glorioso”, que seriam todos reeleitos durante mais quatro mandatos anuais consecutivos em 1958, 1959, 1960 e 1961.

 

Generoso e perspicaz. O 21.º presidente revelou- -se uma personalidade benfiquista notável, como já se previa, ou não tivesse ele amplo apoio, quando se candidatou, entre os associados. Maurício Vieira de Brito detinha características que lhe permitiam estar entre os melhores – sabia escolher criteriosamente os seus colaboradores - e depois respeitar com humildade as opiniões alheias.

 

Campeão Europeu. Foi nesta Gerência que o Benfica se tornou no melhor clube europeu, conquistando a Taça dos Clubes Campeões Europeus (TCCE) em 1961 ao vencer, por 3-2, o FC Barcelona, que eliminara o pentacampeão (e único) europeu, Real Madrid CF. Em 1961, o Benfica juntou o bicampeonato nacional ao título europeu. Foiainda nesta Gerência que contratámos na província ultramarina de Moçambique, em Dezembro de 1960, um menino de 17 anos – Eusébio – que se revelaria na década de 60 o maior prodígio do futebol mundial.

 

Engrandecer-nos sem limites... Muito por acção directa do presidente da Direcção, com parte do financiamento a ser por si suportado, o Benfica inaugurou em 1958 a iluminação artificial no Estádio. Em 1960, na última jornada do campeonato nacional, as bancadas do “Terceiro Anel” foram utilizadas pela primeira vez. Depois de concluído, a lotação passou para 75 mil pessoas até… 1985. Sem dívidas, nem empréstimos!

 

Cultura Benfiquista. O “Glorioso” há muito que excedia apenas a actividade desportiva, havendo por isso a necessidade de criar uma Secção Cultural em 1955, ainda na Direcção anterior, mas que em 1957 permitiria a concretização de um sonho de alguns anos: o Coral (depois denominado Orfeão) que continua na actualidade, passados quase 52 anos, a levar com dignidade o nome do SLB a muitas manifestações musicais e culturais, em várias localidades da lusofonia.

 

Bicampeão Europeu. Após cinco gerências, Maurício Vieira de Brito não se recandidatou nas eleições de 31 de Março de 1962, deixando os cargos directivos, tendo a equipa principal de futebol garantido praticamente o apuramento – após derrotar, por 3-1, na 1.ª mão das meias-finais, o clube inglês Tottenham HFC - para a final da TCCE que viríamos a conquistar no final da temporada, bem como a Taça de Portugal. Estava consolidada uma das gerências mais brilhantes e extraordinárias da nossa gloriosa história de 105 anos, muito contribuindo para isso a acção benemérita e competente de Maurício Vieira de Brito, que viria a falecer aos 56 anos, em 9 de Agosto de 1975.

 

“Águia de Ouro”. A acção do eng.º Maurício Vieira de Brito em prol do engrandecimento do Clube faz dele um dos nossos mais destacados associados, sendo agraciado em 1957 como “Sócio Benemérito”. E em 1960 foi-lhe concedida a distinção suprema do Clube, a “Águia de Ouro”, pelos relevantes serviços prestados ao “Glorioso”. Maurício Vieira de Brito integra com Joaquim Ferreira Bogalho, Duarte Borges Coutinho, Manuel da Conceição Afonso e Cosme Damião, o escol dos melhores dirigentes do Benfica.

 

VINTE DATAS IMPORTANTES

 

06.Mar.1919 -- Nascimento em Angola

17.Out.1936 aos 17 anos Inscrição como associado do SLB

22.Mar.1957 aos 38 anos Concessão de “Sócio Benemérito”

30.Mar.1957 = Eleição para presidente da Direcção

16.Abr.1957 = Tomada de posse, na Secretaria

02.Jun.1957 = Conquista da Taça de Portugal (V 3-1 ao SC Covilhã)

05.Abr.1958 aos 39 anos 1.ª reeleição para presidente da Direcção

09.Jun.1958 = Inauguração da iluminação artificial no Estádio

23.Mai.1959 aos 40 anos 2.ª reeleição para presidente da Direcção

19.Jul.1959 = Conquista da Taça de Portugal (V 1-0 ao FC Porto)

30.Abr.1960 aos 41anos 3.ª reeleição para presidente da Direcção

15.Mai.1960 = Conquista do campeonato nacional

29.Mai.1960 = Inaug. da bancada do “3.º Anel” com 60 mil pessoas, recorde em Portugal 22.Jun.1960 = Concessão da “Águia de Ouro”

23.Abr.1961 aos 42 anos  Conquista do campeonato nacional

29.Abr.1961 = 4.ª reeleição para presidente da Direcção

31.Mai.1961 = Conquista da Taça dos Clubes Campeões Europeus (V 3-2 ao FC Barcelona, em Berna)

16.Abr.1962 aos 43 anos Deixa a presidência do “Glorioso”

02.Mai.1962 = Conquista do Bicampeonato Europeu (V 5-3 ao Real Madrid CF, em Amesterdão)

09.Ago.1975 aos 56 anos Falecimento em Lisboa

publicado por Carlos às 00:01 link do post
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